Amigos de Ceilândia se reencontram e promovem jogo solidário para arrecadar alimentos

No último domingo ás 11 hs da manhã no GOL DE PLACA os amigos de infância que residiram no conjunto “F” da quadra  9 da Ceilândia Norte se reuniram para mais do que jogar futebol, mas também  se confraternizarem e ajudar a quem precisa.

Nem existia asfaltos ainda nas ruas de Ceilândia  quando esses amigos já corriam atrás da bola em acirradas disputas de futebol, cada um com seu talento ou falta dele, mas existiam  o compromisso de sempre ao final da tarde jogar o tradicional “golzinho”.

Eles eram bons no que faziam e os torneios de golzinhos que eram muito comuns na época sempre tinha jogadores do “F da 9” como favoritos, troféus e medalhas eram certos, só variavam as vezes da cor, se outro prata ou bronze.

A idade foi chegando, os compromissos, famílias e a distância foi inevitável, mas todos entenderam que era necessário uma reaproximação para que os laços de amizades construídos a muitos anos atrás fossem mantidos, e não poderia ter maneira mais agradável do que jogando futebol.

A velocidade não é a mesma, a habilidade diminuiu com o tempo, mas a competitividade e a força de vontade superou tudo isso, e essa galera que já passa dos 40 anos demonstraram que jogar bola é igual andar de bicicleta, não se esquece.

Os apelidos deinfância também foram retomados, ninguém era chamado pelo nome, nem mesmo o organizado Moisés, que na pelada era chamado de “Menguelle” não com referência ao nazista mas sim a ossada do mesmo encontrada, Moisés quando criança era magríssimo, hoje não mais, e demonstra uma saliente “pança” construída com o tempo.

Mas foi de Menguelle a ideia de que todos os presentes trouxessem alimentos para que fosse doados.

Após várias sugestões de instituições  para receber os donativos a Igreja da Ressureição foi a sorteada, sugestão do Católico Manoel, ou “Bunda de Pano” como era chamado na infância devido as nádegas avantajadas.

Após a instruções iniciais e agradecimentos pela presença, foi a vez do evangélico Luis Carlos, que é mais conhecido por Lula ou Tucum, o apelido veio por acharem que lembra o peixe tucunaré,  convidar á todos para uma oração de agradecimento pela possibilidade da reunião e todos estarem com saúde.

A pelada foi divertida e claro que o fôlego não era o mesmo , mas com as alternância foi possível que todos chegassem “vivos” ao término do divertido jogo de futebol que foi o início de uma reaproximação desses amigos de infância, que contaram com o reforço de jovens da nova geração para que o jogo fosse possível.

Francisco ou Chico Jaburu não pode jogar por conta de contusão mas esteve presente ciente de que a confraternização era mais importante, mas da beira de campo deu todo o incentivo aos amigos “Sérgio reis”, “Pita”, “Pai de Santo” , “Rato” , “Cavalo” , “Zoiudo” entre ouros que estavam se esforçando.

Após o término do jogo foi a hora do “Bicudo” ou Hélio como foi registrado convocar os amigos para uma oração de mãos dada, salientando a importância de agradecerem por aquele momento, e respeitando  religião que cada um escolheu, pois tínhamos no grupo evangélicos, católicos, espíritas entre outros, foi finalizada de forma ecumênica com o Pai Nosso.

Os amigos já pretendem se entrar novamente.

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