Candidatos relatam problemas em prova de concurso para bombeiros do DF

Instituto responsável por teste reconhece problema, mas diz que ‘sanou contratempo’ e que ‘isonomia do processo foi mantida’. Corpo de Bombeiros diz que aguarda mais informações.

Candidatos que fizeram prova para tentar uma vaga no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal na manhã deste domingo (5) alegam problemas na aplicação do teste e pedem o cancelamento da avaliação. Segundo eles, boa parte das pessoas que compareceram ao local não estava devidamente inscrita, mas mesmo assim todos fizeram a prova.

Em nota, o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), responsável pela aplicação da prova, disse que “houve inconsistências técnicas no registro da alocação de parte dos candidatos”, mas que “a coordenação trabalhou de forma a sanar este contratempo” e que “a isonomia do processo foi mantida, garantindo a todos os inscritos os mesmos direitos e o mesmo tempo para a realização da etapa”.

Também em nota divulgada no fim deste domingo (5), o Corpo de Bombeiros do DF disse apenas que “os procedimentos de aplicação quanto de correção são de conhecimento exclusivo da banca aplicadora”. A corporação informou também que “está aguardando o posicionamento do Instituto contratado, para somente após isto, externar qualquer esclarecimento sobre os fatos”.

De acordo com uma candidata que não quis se identificar, “colocaram todo mundo nas salas e os cartões de respostas foram distribuídos aleatoriamente. Daí os candidatos tinham que riscar o nome que estava escrito e manualmente colocar seus dados”.

Segundo ela, quando questionados sobre a correção, já que o código de barras em cada teste é referente ao nome já previsto para o documento, os monitores que aplicavam a prova informaram apenas que “as avaliações serão corrigidas pela máquina e somente o cabeçalho será inserido manualmente”.

“Tinha um aviso no quadro que quem tentasse fraudar a prova, poderia ser preso, mas a própria organização fraudou, já que o edital deixa claro que a gente não pode rasurar o gabarito e fomos obrigados a fazer isso para a prova acontecer”, afirmou.

A prova feita na manhã deste domingo era para candidatos que visavam uma vaga de soldado do quadro geral de praças com qualificação de operador e condutor de viaturas.

Ao G1, o Idecan disse que a correção da prova será feita de forma eletrônica e que nenhum candidato será prejudicado. “Será realizado apenas um procedimento prévio para vinculação de cada cartão/código de barras com seu respectivo candidato, após a devida verificação das assinaturas e da impressão digital que foram coletadas de todos os candidatos.”

“Cabe ressaltar que, em nome da transparência do processo, todos os candidatos poderão oportunamente visualizar o espelho da folha de respostas que será considerada para a correção de sua prova, de modo a assegurar que suas respostas foram devidamente registradas”, continuou o órgão.

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