Empurrão nos trilhos do metrô no DF não foi tentativa de homicídio, diz júri

Sentença do juiz enquadra caso na Lei das Contravenções Penais.
Ministério Público poderá recorrer ou fazer acordo com acusada, diz tribunal.

 Do G1 DF

O Tribunal do Júri de Brasília decidiu que não houve tentativa de homicídio no caso da mulher acusada de empurrar outra nos trilhos do metrô do Distrito Federal. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (3).  No entanto, a decisão dos sete jurados não significa que a acusada será absolvida.

Na sentença, o juiz declarou que o caso se enquadra no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais, quando uma pessoa chega às vias de fato contra alguém. Segundo o TJ, as penas para esse tipo de caso são leves. O processo será distribuído para uma vara criminal e o Ministério Público poderá recorrer ou fazer um acordo com a acusada.

O caso ocorreu  em fevereiro do ano passado, por volta das 20h30, na estação Feira, no Guará. Em depoimento à Justiça, a acusada disse  que se aproximou da vítima e a empurrou, mas não sabia que estavam perto dos trilhos. Ela disse que tentou tirar a outra dos trilhos, mas foi  impedida por um segurança.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homicídio não se consumou por motivos alheios à vontade da autora, pois a vítima, ao cair, não encostou nos trilhos energizados. Para a acusação, a denunciada dificultou a defesa da vítima, tendo em vista que a empurrou pelas costas, enquanto falava ao telefone.

Imagens do circuito interno da estação mostraram o momento em que a mulher falava ao celular perto da faixa amarela de segurança e não percebe a aproximação da agressora.

No depoimento, a vítima contou que ficou com o pé enfaixado por 15 dias por causa de uma torção em decorrência da queda. As duas disseram que se desentenderam momentos antes em um quiosque próximo à Feira do Guará.

No dia do ocorrido, os seguranças da empresa contiveram a agressora e resgataram a vítima. O Metrô informou ao G1 que o trilho energizado é revestido por uma proteção de borracha, que impede que uma pessoa morra eletrocutada.

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