LEVANTAMENTO DF tem maior incidência de venda de drogas próximo aos colégios

A pouco mais de uma semana para o início do ano letivo nas escolas públicas, um cenário preocupa pais, alunos e educadores. Pesquisa aponta o Distrito Federal como a unidade da Federação que tem a maior incidência de tráfico de drogas próximo às escolas públicas:  53% dos entrevistados responderam “sim” a este ponto. A média nacional é de 35%.

O panorama é resultado de questionários da Prova Brasil e de dados do Censo Escolar, que tratam em especial sobre a infraestrutura das escolas. Os dados foram reunidos no estudo QEdu: Aprendizado em Foco, da Fundação Lemann.

Entre as cidades do DF, Ceilândia tem a maior quantidade de ocorrências de tráfico dentro de um perímetro de cem metros das escolas públicas. No ano passado, foram 37 ocorrências  apenas no primeiro semestre. Apesar de ser um número ainda elevado, a Secretaria de Segurança Pública contabilizou queda de 26%, em relação a 2011.

Na região, não é preciso muito esforço para se registrar flagrantes de usuários e traficantes de drogas, em plena luz do dia. Nas proximidades do muro da Escola Classe 18, na entrequadra da QNM 3/5, jovens disputavam crack e faziam uso de maconha à vontade. Moradora de Ceilândia  há 21 anos,  a recepcionista Sezilene Alves, 43 anos, tem uma filha de 14 anos que estuda em escola pública da região e, por conta disso, não esconde sua preocupação. “A escola era para deixar os pais tranquilos, por ser um ambiente de aprendizado”, expressa. “Queria até que ela mudasse de escola para uma região  mais tranquila, mas não deu certo”, revela.

O tráfico de entorpecentes perto das escolas públicas, no primeiro semestre de 2012, teve leve queda. Em 2011, foram registrados 159 casos, contra 146 no ano passado – uma diminuição de 8%.  Já nas particulares,  a queda foi de 9%, passando de 102 ocorrências  para 93. O GDF informa  que as forças de segurança  atuam diariamente no combate ao tráfico. Só em 2012, foram apreendidas 2,2, toneladas de maconha e 448kg de cocaína.

Mauro Gleisson Evangelista, coordenador de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Educação (SEDF), contesta que o DF seja a unidade da Federação com   maior incidência de tráfico nas proximidades das escolas. Segundo ele,  há um conjunto de ações para tratar do perímetro escolar. “Existe uma operação na qual participam todos os órgãos de segurança,  com o objetivo de promover uma varredura. Todos os casos de comércio ilícito são notificados, por isso, pode haver um número maior de ocorrências no DF”, justifica Mauro.

Apesar de contestar o resultado do estudo, Mauro Gleisson não nega a existência do crime. “Existe venda e consumo de drogas nas redondezas das escolas. Existe, sobretudo, porque o adolescente é um alvo fácil. Mas nós temos duas ações: a mobilização com a Secretaria de Segurança, e a outra é a política sobre drogas. Desde o ano passado, a secretaria implementou uma estratégia de se trabalhar na própria unidade de ensino questões como estas, prevenindo os adolescentes destas ações criminosas”, finaliza.

Fonte: Clica Brasília

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