‘Meu Deus, o que eu fiz?’, teria dito policial que matou estudante no DF

Comandante-geral da PM, Suamy Santana, pediu desculpas à família.
PM afastou policial que atirou por engano e matou estudante na BR-070.

O policial suspeito de disparar o tiro que matou por engano o estudante de administração José Chaves Alves Pereira ficou “desesperado” após perceber o erro, afirma a motorista do veículo, a estudante Karla Pamplona. “Meu Deus, o que é que eu fiz?”, indagou o policial, segundo Karla. Pereira, de 27 anos, era casado, tinha dois filhos e a mulher está grávida de oito meses.

O estudante voltava para casa depois de sair da faculdade na noite desta quarta-feira (3) quando foi atingido por um disparo feito por um policial que estava em uma patrulha em busca de um carro roubado. O caso aconteceu na BR-070. Pereira foi levado em estado grave ao Hospital de Base, mas morreu nesta quinta.

Karla Pamplona foi atingida de raspão na cabeça. “Eu já desci do carro desesperada e fui ao encontro dos policiais. O policial que atirou, quando me viu, ficou muito desesperado e colocou as mãos na cabeça e disse: ‘Meu Deus, o que eu fiz, o que está acontecendo?'”

Eu já desci do carro desesperada e fui ao encontro dos policiais. O policial que atirou, quando me viu, ficou muito desesperado e colocou as mãos na cabeça e disse: ‘Meu Deus, o que eu fiz, o que está acontecendo?”
Karla Pamplona, que dirirgia o carro e foi acertada de raspão na cabeça e

O estudante Michel de Oliveira, que estava no banco de trás do carro e não foi atingido, disse que questionou o policial quando desceu do veículo. “Eu perguntei a ele: ‘Por que vocês fizeram isso? Vocês não deram ordem de parada, não avisaram para a gente parar ou alguma coisa do tipo.’ Ele pediu desculpas para mim e falou que o nosso carro tinha as mesmas características de um carro que tinha sido roubado em Ceilândia. Essa foi a justificativa que eles deram para a gente”.

O coronel Marcilon Back, comandante do 16º Batalhão da PM, onde os policiais estão lotados disse que a viatura sinalizou para que o carro onde estavam os estudantes parasse.

“Nesse momento houve o disparo, o que foi uma fatalidade. O objetivo dos policiais, segundo informações que vamos apurar ainda, era atirar no pneu do veículo para tentar fazer para-lo. Foi isso que aconteceu só que o disparo saiu mais alto do que pensava que fosse sair.”

O comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel  Suamy Santana, fez um pedido de desculpas pelo ocorrido. “Houve  uma vítima inocente e a PM tem o dever de se desculpar diante da família e da população do DF.” Ele afirmou que o caso será apurado com  rigor.

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