Operário ferido em ruptura de adutora segue em estado grave no DF

Segue em estado grave um dos operários que se feriu depois que a adutora próxima ao viaduto de acesso à pista do Jóquei de Brasília, na EPTG, se rompeu pela segunda vez em 14 horas nesta quinta-feira (6). O homem tem um inchaço no cérebro e inflamação e sangramento no pulmão. Ele está em coma induzido em uma UTI, no Hospital de Base.

Ele e outros cinco técnicos faziam reparos na adutora, que se rompeu pela primeira vez no início da noite de quarta. A pista da EPTG, no sentido Plano Piloto, chegou a ser interditada. A água atingiu 15 metros de altura. Um novo rompimento aconteceu na manhã desta quinta. Outro operário morreu, depois de ficar mais de 15 minutos preso na tubulação.

A Caesb informou que o conserto deve ser finalizado antes das 8h desta sexta. Por causa do acidente, 20 mil pessoas ficaram sem água no Guará I, II, na Lúcio Costa, na Colônia Agrícola Águas Claras e na Superquadra Brasília. Segundo a companhia, a partir deste horário o abastecimento de água nas regiões afetadas deve ser normalizado gradativamente.

Em escolas do Guará, as aulas foram suspensas nesta quinta e alunos deixaram de tomar banho por causa da falta de água. Funcionários do hospital regional informaram que foram necessários cinco caminhões-pipa para garantir que a unidade de saúde não ficasse sem água. Para esta sexta, não há previsão de suspensão das aulas, de acordo com a Secretaria de Educação.

Adutora
A adutora que se rompeu fica junto ao viaduto sobre a EPTG que dá acesso à pista do Jóquei. Na noite de quarta, o jato de água causado pelo rompimento da adutora atingiu 15 metros de altura.

O acidente desta quinta provocou a morte de um operário que ficou preso em uma tubulação e acabou ingerindo muita água. Outras quatro pessoas continuavam internadas até o fim da tarde. O rompimento ocorreu quando os técnicos da Caesb testavam os reparos na tubulação que havia se rompido na noite desta quarta.

A tubulação estourou quando o abastecimento de água foi retomado. O anel de uma vávula não suportou a pressão e causou o novo rompimento da rede.

Investigação e “erro”
O presidente da Caesb, Oto Silvério Guimarães, afirmou que vai abrir investigação interna para apurar as circunstâncias em que a adutora se rompeu pela segunda vez em 14 horas. Diferentemente da avaliação feita pela Defesa Civil, de que houve “erro operacional”, Guimarães negou falta de cuidados por parte da companhia.

O presidente da Caesb, Oto Silvério Guimarães, fala com jornalistas no local do acidente em que adutora se rompeu deixando um morto e quatro feridos (Foto: Lucas Salomão/G1)
O presidente da Caesb, Oto Silvério Guimarães,
fala com jornalistas no local do acidente em que
adutora se rompeu deixando um morto e quatro
feridos (Foto: Lucas Salomão/G1)

“Nós entendíamos que a adutora estava em completas condições de operação”, disse Guimarães. “Todos os cuidados técnicos foram tomados para que não acontecesse nada, não se repetisse. Infelizmente aconteceu essa segunda fatalidade.”

Mais cedo, o subsecretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, afirmou que as obras de reparo da adutora podem continuar normalmente. A autorização foi dada duas horas após a nova ruptura e poucos instantes depois da confirmação da morte do trabalhador.

“Estruturalmente não há risco nenhum. O viaduto aqui desabar, não há risco. Não há risco para trabalho”, afirmou.

De acordo com Bezerra, o acidente não ocorreu por um problema operação e, por isso, não será necessário interditar a região. “A morte foi em risco de um acidente de trabalho, não tem correlação nenhuma com a estrutura. Foi em função de um erro operacional”, disse. “Pode dar continuidade. A pressão da água não afetou a estrutura do viaduto.”

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