Polícia ouve terceiro suspeito de depredar Itamaraty durante protesto

Imagens mostram jovem de 18 anos arremessando objetos contra prédio.
À polícia, rapaz disse estar arrependido e que agiu ‘no calor do momento’.

 Do G1 DF
A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu o terceiro suspeito de envolvimento em atos de vandalismo contra o Palácio do Itamaraty durante protesto ocorrido no dia 20 de junho.

Em depoimento tomado na sexta-feira (28), Domivam Pereira de Almeida, de 18 anos, confessou ter arremessado objetos contra o edifício, mas negou ter atirado coquetéis molotovs, de acordo com a polícia. O rapaz disse estar arrependido e ter agido “no calor do momento”, afirmou o diretor da Polícia Civil, Jorge Xavier.  Ligado a uma torcida organizada, o jovem tem passagem pela polícia e está em liberdade provisória pela Lei Maria da Penha.

De acordo com Xavier, mesmo estando om o rosto coberto, é possível identificar nas imagens o rapaz arremessando uma barra e um objeto contra o Palácio do Itamaraty. “Ele estava com o rosto coberto com uma camisa do Brasiliense, mas a gente tem imagem dele antes de cobrir o rosto e enquanto estava cobrindo”, disse.

As roupas usadas por ele no dia do protesto foram encontradas e apreendidas para serem usadas como prova.

A Polícia Civil já recebeu 30 denúncias anônimas, e sete suspeitos foram identificados – três deles já foram ouvidos e confessaram o crime. Todos têm entre 18 e 25 anos, são de classe média e moram em Taguatinga e no Plano Piloto. Os suspeitos foram liberados pela polícia, pois não houve flagrante.

Cláudio de Souza, 32 anos, e Samuel de Jesus, 19 anos, foram ouvido na 5ª DP e assumiram os atos de vandalismo, de acordo com a polícia. O mais velho cumpre prisão domiciliar por furto e tem passagens, por lesão corporal e por injúria. O jovem de 19 anos está desempregado e constam dois termos circunstanciados contra ele, um por porte de drogas e outro por resistência e desacato. Ele pretendia prestar concurso público e afirmou estar arrependido. Ambos disseram ter agido sozinhos.

O diretor afirma que os três suspeitos não se conheciam e não agiram juntos. “O primeiro já tinha antecedentes e frequentava lugares aglomerados para furtar. O segundo era vinculado ao movimento punk, e o último, vinculado à torcida organizada”, disse.

O inquérito será encaminhado para a Polícia Federal, responsável por investigar casos envolvendo edifícios da União. Os jovens podem ser indiciados por dano ao bem público e pegar de seis meses a três anos de reclusão ou três anos a seis anos pelo crime de incêndio.

As investigações, feitas com base em imagens cedidas pela Polícia Militar e fotos de arquivo, não têm previsão para acabar, mas o diretor-geral diz estimar que o número final seja maior.

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