Polícia prende suspeito de cometer mais de 200 golpes por ano no DF

Ele atuava na porta de bancos nos últimos três anos, diz delegada.
Suspeito oferecia recompensa a vítimas, mas ficava com a bolsa delas.

 Lucas Nanini
Do G1 DF
 A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta quarta-feira (10) um homem suspeito de cometer mais de 200 golpes por ano nos últimos três anos em diversas regiões do DF, no Entorno e até em São Paulo. Considerado pela polícia como um dos maiores estelionatários da capital, o suspeito foi identificado como o responsável pelo golpe do bilhete premiado, que levou R$ 3 milhões em joias de uma mulher de 74 anos, em outubro último.
Segundo a polícia, o homem afirmou que abordava cerca de 50 pessoas por dia e pelo menos uma vítima caía no golpe a cada dia. Há relatos de que o homem praticava o crime em todas as regiões do DF. Pessoas idosas eram as vítimas preferidas do suspeito.

O principal golpe consistia em abordar pessoas na porta de agências bancárias. Ao passar pela pessoa que acabava de fazer um saque no baco, o estelionatário deixava cair um cheque de alto valor. Como a pessoa entregava o cheque de volta, o suspeito dizia que iria recompensá-la com um “vale-dinheiro” ou um “vale-joias”, segundo a polícia.

“Ele entregava o vale, passava um endereço, mas pedia para a vítima deixar a bolsa com ele. Ele atuava com uma comparsa que também recebia o vale e era a primeira a deixar a bolsa e a ir ao suposto local. Ele fazia um trabalho no emocional, no psicológico da vítima, que acabava caindo no golpe, chamado ‘conto do Paco’. Quando a vítima voltava ele já havia ido embora e levado a bolsa”, afirmou a delegada Cláudia Ancântara, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (CORF).

Segundo ela, uma das vítimas, que fez o reconhecimento na delegacia nesta quarta-feira, tinha R$ 7.500 na bolsa. O suposto vale era no valor de R$ 100, disse a delegada.
O suspeito tem 26 anos, é morador de Ceilândia, casado e tem filhos. Cláudia afirmou que testemunhas reconheceram a mulher dele como participante dos crimes. A polícia investiga o envolvimento de mais pessoas neste golpe.

A delegada disse que três inquéritos contra ele foram abertos nesta quarta. Outros cinco inquéritos estão encaminhados. O homem está preso preventivamente na carceragem do DPE (Departamento de Polícia Especializada). Se condenado, o suspeito pode pegar de 1 a 5 anos por cada crime cometido.

“Nossa intenção é que mais vítimas o reconheçam, já que ele mesmo admite passar o golpe em pelo menos uma pessoa por dia. Pedimos a pessoas que tenham caído no golpe para que procurem a polícia para fazer esse reconhecimento”, disse Cláudia.

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