Polícia prende três suspeitos de abastecer tráfico de cocaína no DF

Prisões aconteceram em Ponta Porã (MS), na tarde desta terça-feira (2).
Trio pertencia a grupo do maior traficante da droga no DF, diz polícia.

 Do G1 DF
Drogas, arma e dinheiro apreendidos com suspeito de ser maior traficante de cocaína do DF, preso em 2 de junho; três suspeitos de pertencerem ao grupo foram presos nesta terça (3) (Foto: Gabriella Julie/G1)

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (3), em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, três suspeitos de pertencerem ao grupo do homem que é apontado pela polícia como o maior traficante de drogas do Distrito Federal. Segundo a corporação, eles eram responsáveis por receber cocaína de outros países e encaminhá-la para o DF.

A prisão é um desdobramento da operação “Xeque mate”, que prendeu no último dia 2 de junho oito pessoas, entre elas Wesley do Espírito Santo, conhecido como “Macarrão”. De acordo com o delegado Luiz Alexandre Gratão, da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord),  ele era responsável por metade do volume de cocaína no tráfico no DF.

A polícia informou que os dois homens e a mulher presos nesta terça faziam a articulação da cocaína que vinha da Bolívia, Colômbia e Paraguai. Eles mantinham um depósito perto da fronteira com a Paraguai e contratavam motoristas de caminhão para trazerem a droga até a capital federal.

O caminho até Brasília variava, como estratégia para despistar a polícia. Uma das rotas passava pela cidade de Maringá, no Paraná; em outra, o carregamento seguia por São Paulo, segundo a polícia.

As investigações duraram 15 meses. Os envolvidos tiveram a prisão preventiva decretada, por isso vão permanecer detidos até o julgamento. Eles vão responder por tráfico de drogas e associação ao tráfico e podem pegar até 25 anos de prisão.

Supostos integrantes de quadrilha de tráfico de drogas no Distrito Federal (Foto: Gabriella Julie/G1)Suspeitos de pertencerem à quadrilha de tráfico de drogas
no Distrito Federal, presos em 2 de junho
(Foto: Gabriella Julie/G1)

Xeque mate
No último dia 2 de junho, a polícia prendeu oito pessoas e apreeendeu um carregamento com 74 kg de cocaína e 36 de crack. Na casa do principal suspeito foram encontrados um revólver, um rifle e mais de R$ 150 mil em dinheiro.

Segundo a polícia, foi a maior apreensão do DF de cocaína do tipo “escama de peixe”, de alta pureza. O valor de revenda é estimado em mais de R$ 5 milhões. No varejo, os 36 quilos de crack alcançariam mais de R$ 1 milhão.

“A escama de peixe é muito cara, é comprada por pessoas de poder aquisitivo alto. Cada grama custa de R$ 100 a R$ 120. Essa operação vai desestabilizar o tráfico na região”, afirmou o delegado.

Segundo a polícia, Macarrão tem antecedentes por roubo qualificado, corrupção de menores, injúria com incidência da Lei Maria da Penha e estava em prisão domiciliar por tráfico de drogas. Agora será indiciado por tráfico e associação para o tráfico e pode pegar até 25 anos de prisão.
Espírito Santo foi preso na casa dele, em Taguatinga. Ele tinha um cordão de ouro, avaliado em R$ 65 mil, segundo a polícia. Com o grupo, também foram apreendidos 18 carros.

Esquema
Para apoiar o grupo, havia uma rede criminosa que incluía veículos, armas, financiamento de outros grupos criminosos e empresas para acobertar o movimento de dinheiro. Uma das empresas é uma revendedora de veículos localizada em Taguatinga e registrada em nome da irmã de Espírito Santo, que também foi presa.

O esquema de tráfico montado pelo grupo contava com um caminhão com fundo falso para o transporte da droga, que era buscada em Ponta Porã. Para não despertar suspeitas, eles transportavam grãos ou gesso até o Paraná, reabasteciam com outro carregamento de grãos e retornavam a Brasília.

“Ele estava montando uma grande estrutura de veículos para transporte”, disse o delegado. Gratão disse que em uma revista simples de estrada a adaptação do caminhão poderia passar sem ser notada.

Com os suspeitos monitorados, o caminhão foi abordado às 3h30 deste domingo e a prisão do grupo realizada às 6h na casa de cada integrante.

Espírito Santo foi rendido em casa com duas armas e indicou aos policiais um cofre que continha R$ 153.887 em dinheiro. Segundo os policiais a casa não era de luxo, mas cercada por seguranças.

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